Conheça os diferentes tipos de farinhas de trigo e como utilizar na cozinha

Guia completo sobre os diferentes tipos de Farinhas de Trigo e como escolher a melhor para cada Receita
Se você já se perguntou por que um pão ficou duro ou um bolo ficou pesado, pode ser que a culpa seja da farinha! No mercado, existem diferentes tipos de farinha de trigo, e cada uma tem uma função específica na cozinha. Neste guia, vamos explorar as principais diferenças entre elas, como o teor de proteína, o processo de moagem e os melhores usos. Assim, você nunca mais vai errar na escolha da farinha!
O Que Diferencia as Farinhas?
As farinhas de trigo variam de acordo com três fatores principais:
- Teor de Proteína – Afeta a formação do glúten e, consequentemente, a textura da massa.
- Moagem – Quanto mais fino, mais leve e delicado será uma farinha; quanto mais grosso, mais rústico será uma textura.
- Branqueamento – Algumas farinhas passam por um processo químico para ficarem mais brancas e finas, enquanto outras são mais naturais e nutritivas.
Agora, vamos detalhar os principais tipos de farinha de trigo e seus usos!
Farinhas com Alto Teor de Proteína (10% a 14%) – Para Pães e Massas Estruturadas
Essas farinhas de trigo são chamadas de “fortes” porque têm mais glúten, criando massas metálicas e resistentes. Elas são perfeitas para receitas que precisam crescer bem e ter uma boa estrutura.
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Farinha de Trigo para Pães – 12% a 14% de proteína
- Ideal para: Pães artesanais, baguetes, pizza, focaccia, panetone.
- Como usar: Necessita de um tempo maior de sova para desenvolver bem o glúten.
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Farinha de Sêmola
- Tem uma textura mais granulada e é comum na fabricação de massas frescas, como o macarrão caseiro.
- Ideal para: Ravioli, fettuccine, lasanha.
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Farinha de Trigo Durum
- Derivada do trigo duro, tem alto teor de glúten e é excelente para massas secas (como as de supermercado).
- Ideal para: Espaguete, penne, rigatoni.
Farinhas com Médio Teor de Proteína (9% a 11%) – Para Bolos, Biscoitos e Tortas
Essas farinhas têm um equilíbrio entre estrutura e maciez, sendo boas para receitas que precisam crescer, mas não podem ficar muito densas.
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Farinha de Trigo Tipo 1 (Farinha Comum) – 9% a 11% de proteína
- É a farinha mais usada no dia a dia e serve para a maioria das receitas caseiras.
- Ideal para: Bolos, biscoitos, massas de torta, panquecas, pão caseiro simples.
- Como usar: Funciona bem na maioria das receitas, mas pode não ser ideal para pães de longa fermentação.
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Farinha para Bolos e Confeitaria – 6% a 8% de proteína
- Passa por uma umidade mais fina e absorve mais líquido, resultando em massas leves e aeradas.
- Ideal para: Bolos esponjosos, cupcakes, madeleines, tortas delicadas.
- Como usar: Se você não encontrar, pode substituir por farinha comum misturada com amido de milho (1 xícara de farinha comum – + 2 colheres de sopa de amido de milho).
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Farinha de Trigo com Fermento
- Já vem misturado com fermento químico e um pouco de sal.
- Ideal para: Bolos rápidos, panquecas, biscoitos.
- Como usar: Não é indicado para receitas que levam fermento biológico, como pães.
Farinhas com Baixo Teor de Proteína (6% a 9%) – Para Massas Delicadas e Receitas Nutritivas
Essas farinhas formam um pouco de glúten, resultando em massas mais macias e quebradiças. Muitos são integrados ou feitos a partir de grãos diferentes.
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Farinha de Trigo Integral
- Mantém o farelo e o gérmen do trigo, sendo mais nutritivo e rico em fibras.
- Ideal para: Pães integrais, massas rústicas, bolos nutritivos.
- Como usar: Tende a deixar massas mais densas, então pode ser misturada com farinha branca para um melhor equilíbrio.
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Farinha de Centeio
- Tem um sabor intenso e menos glúten, resultando em pães mais compactos.
- Ideal para: Pão alemão, pão de centeio, biscoitos rústicos.
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Farinha de Espelta
- Uma variedade mais antiga do trigo, com sabor levemente adocicado.
- Ideal para: Pães leves, panquecas, muffins.
- Como usar: Absorve mais líquido que a farinha comum, então pode ser necessário ajustar a receita.
O que mais considerar na escolha da Farinha de trigo?
1. Branqueada vs. Não Branqueada
- Farinha Branqueada → Passa por um processo químico para ficar mais branca e ter textura mais leve (comum em bolos).
- Farinha Não Branqueada → Mais natural, mantendo alguns nutrientes e um sabor mais encorpado.
2. Farinha Enriquecida
Algumas farinhas passam por um processo de adição de vitaminas e ferro, pois durante o refinamento, muitos nutrientes são perdidos.
3. Farinha Orgânica x Convencional
A farinha orgânica vem de trigo cultivada sem pesticidas e fertilizantes químicos. Pode ser uma opção mais saudável, mas costuma ser mais cara.
Qual tipo de farinha de trigo escolher para cada receita?
Tipo de Receita | Melhor Farinha |
---|---|
Pães artesanais | Farinha para pães (12-14% proteína) |
Pizzas e focaccias | Farinha para pães ou farinha tipo 1 |
Bolos folhas | Farinha para bolos |
Massas frescas | Farinha de sêmola ou farinha de trigo tipo 1 |
Pães integrais | Farinha de trigo integral (pode misturar com farinha branca) |
Biscoitos crocantes | Farinha de trigo tipo 1 ou farinha de centeio |
Agora, vamos falar sobre como melhorar uma farinha de trigo fraca (ou seja, com baixo teor de proteína e pouco desenvolvimento de glúten). Isso é útil principalmente para quem quer fazer pães e massas que precisam de mais força estrutural.
Como melhorar uma Farinha de Trigo Fraca?
Se sua farinha tem pouca proteína e não desenvolve o glúten necessário para receitas como pães rústicos ou pizzas, você pode melhorá-la com algumas técnicas e ingredientes.
1. Misturar com uma Farinha Mais Forte
A maneira mais simples de fortalecer uma farinha fraca é misturar-la com uma farinha de maior teor de proteína.
🔹 Exemplo:
- Se sua farinha tem 9% de proteína e você quer chegar perto de 12%, mistura 70% dela com 30% de uma farinha para pães (12-14% de proteína).
Isso melhorou a elasticidade e a capacidade da massa de retenção de gases, resultando em um pão mais estruturado.
2. Adicionar Glúten Vital
O glúten vital é um suplemento de proteína extraído do trigo. Ele ajuda a fortalecer as massas que precisam de mais estrutura.
🔹 Como usar:
- Adicione 1 colher de sopa de glúten vital para cada 500 g de farinha .
- Misture bem antes de adicionar os outros ingredientes.
Isso é especialmente útil para pães integrais, que tendem a ser mais pesados.
3. Melhorar a Sova e a Fermentação
Mesmo com uma farinha fraca, você pode compensar melhorando a técnica de preparo.
✅ Autoólise: Misture a farinha e a água da receita e deixe descansar por 20 a 40 minutos antes de adicionar o fermento e o sal. Isso melhora a absorção de água e a formação do glúten.
✅ Sova mais longa: Se a farinha tem menos proteína, cozinhar por mais tempo pode ajudar a desenvolver melhor a rede de glúten.
✅ Dobras na fermentação: Para pães de longa fermentação, fazer dobras na massa a cada 30 minutos durante as primeiras horas ajuda a fortalecer a estrutura sem precisar de uma farinha tão forte.
4. Usar Melhoradores Naturais
Alguns ingredientes ajudam a dar mais força à farinha:
🥚 Clara de ovo: Rica em proteínas, pode ser adicionada em massas de pães e massas caseiras.
🧂 Sal: Ajuda a fortalecer a estrutura do glúten (mas cuidado para não exagerar, pois pode dificultar o crescimento da massa).
🍯 Mel ou açúcar: Pequenas quantidades ajudam a alimentar o fermento e melhoram a estrutura do pão.
Se você quiser conhecer um pouco sobre as farinhas italianas, entre nesse link https://amopaocaseiro.com.br/classificacao-das-farinhas-italianas/ aqui explica bem como são classificadas as farinhas na Itália.
Conclusão
Escolher uma farinha certa pode transformar completamente o resultado de sua receita. Se você quer um pão bem estruturado, vá de farinha com alto teor de proteína. Se preferir um bolo fofinho, escolha uma farinha mais leve. E para explorar novos sabores, vale testar farinhas integrais ou alternativas!
Agora que você já sabe como cada farinha funciona, e como utilizar-la. Qual tipo dessas farinhas você mais usa na sua cozinha? 😊
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